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Estado: Completo (27 episódios)
Géneros: Comédia, Mecha, Acção, Sci-Fi
Cartaz oficial do anime
Já alguma vez sentiram aquele vazio após acabarem uma anime que mexeu convosco?
Tengen Toppa Gurren Lagann para mim é um desses animes. Uma grande produção do estúdio GAINAX também conhecido por animes como Neon Genesis Evangelion, Panty & Stocking with Garterbelt e Medaka Box.
Sinopse: A humanidade vive desesperada, debaixo da terra, com escassez de recursos, mas parcialmente protegida dos perigos da superfície, que é patrulhada por "Beastmen" que pilotam mechas chamados "Gunmen". Esta é a história de um homem que ainda tinha que entender o seu destino! Simon, Kamina e Yoko (as personagens do cartaz) e os seus amigos vão lutar para restaurar a liberdade da raça humana enfrentando os "Beastmen" e o actual rei!
Imagem de quando os personagens principais emergem à superfície
Apesar de a história ser simples no seu todo, a forma como se desenvolve é interessante, consegue transmitir sentimentos ao espectador. Os combates são de proporções épicas e sobem na escala de "epicness" com o progredir da história. O anime não tem ciência ou inteligência nos combates, é apenas explosões e se o problema não está resolvido... nada como mais explosões para ver se resolve. No entanto, o anime tem muito mais sucesso a cativar a audiência quando não está a tentar ser sério, do que nas poucas vezes em que tenta.
O anime tem um ritmo rápido ao início (primeiros 3 episódios), que colam a audiência ao ecrã, infelizmente depois tem mais 3 episódios que custam um pouco a ver, que são relativos à introdução do elenco de personagens secundárias em que o ritmo abranda um pouco, mas depois retoma e volta a criar o mesmo efeito sobre o espectador.
Os personagens enquadram-se em alguns estereótipos de personagens mas devido ao imensurável desenvolvimento que cada um tem, eles acabam por evoluir ao longo da série e deixam a sensação de que não são só os típicos personagens cliché. Neste âmbito destaco o Simon pelo progresso que se observa nele enquanto personagem ao longo do anime, e a Yoko, porque apesar de estar a servir o papel de "fan-service girl" ela acaba por ser relevante e ter personalidade. Quanto ao Kamina... é a Lenda da série, nada mais a dizer.
Simon e Kamina ainda no sub-solo
A animação é muito boa durante a maior parte do anime, apesar de ter pouca consistência. O episódio 4 é sem dúvida o mais penalizado com a gestão feita ao orçamento da animação e claramente os últimos episódios têm claramente mais dinheiro investido, porque a animação é soberba. Note-se que não deixa de ter um estilo muito único no que diz respeito à animação, como é característico do diretor Hiroyuki Imaishi ( também diretor de
Neon Genesis Evangelion, Panty & Stocking with Garterbelt e Kill la Kill).
A banda sonora é muito variada e adequa-se a todos os momentos do anime, da qual destaco duas faixas. Uma mais rock, a música das cenas de acção Gattai Nante Kurokurae!! e a outra tem uma composição orquestral fabulosa, misturada com rap que me ficou no ouvido durante muito, mas muito tempo: Libera me from Hell. A música de abertura é a mesma durante toda a duração do anime e sinceramente, foi uma muito boa escolha, porque a música é muito boa, Shoko Nakagawa - Sorairo Days. A música dos créditos finais também é boa, mas quase não se ouve pois a maior parte das vezes acaba-se por saltar logo para o próximo episódio com o entusiasmo!
Cartazes de Kill la Kill e Samurai Flamenco
Recomendações: Apesar de Gurren Lagann ser um pouco único, se gostaste e estás à procura de algo para preencher aquele vazio eu recomendo Kill la Kill do estúdio Trigger que é dos mesmos produtores e apesar de o seu conteúdo ser diferente e único a história tem o mesmo aspecto que a de Gurren Lagann no grande desenrolar dos acontecimentos. Posso também recomendar Samurai Flamenco que é uma comédia com super-heróis, com um desenrolar dos acontecimentos também a tomar proporções absurdas.
Tengen Toppa Gurren Lagann
Estado: Completo (13 episódios)
Géneros: Comédia, Demónios, Fantasia, Romance, Shoujo, Sobrenatural
Cartaz oficial do anime, destacadas as personagens Tomoes, Nanami, Mizuki e Kurame
Primeiro que tudo, já há muito que sentia necessidade de escrever sobre algum shoujo.
Kami-sama Hajimemashita foi um dos primeiros que me lembrei, tendo sido recentemente anunciada uma segunda temporada.
Ora, sendo eu uma leitora de diversas obras do género este anime não pôde faltar na minha lista e qualquer fã do género deveria experimentar ver.
Nanami Momozono é uma rapariga com bastante azar: o pai dela está tão endividado que abandonou-a e fugiu, Nanami fica sozinha e acaba por ser expulsa do apartamento devido às dívidas do pai.
Sendo alvo de piadas de alguns colegas, certo dia Nanami acaba por se deparar com um homem prestes a ser atacado por um cão. Nanami acaba por salvar o homem, que lhe oferece casa.
O que Nanami não sabia era que esta 'casa' é na verdade um templo e ela terá agora a responsabilidade de ser a sacerdotisa e cuidar do templo. Agora, a jovem deve lidar com as infinitas responsabilidades que desconhecia, os perigos que nem pensava existir e um ex-familiar (ou digamos, servo) que...é bastante giro.
Os protagonistas; Nanami e Tomoe
É uma história bastante típica, porém os elementos de fantasia tornam a história não tão cliché. Temos a típica protagonista desajeitada que acaba por se apaixonar pelo rapaz com uma atitude fria. Acontece que neste caso, não é um rapaz qualquer ou uma relação qualquer. Tomoe torna-se familiar de Nanami e é ele que arduamente lhe tenta ajudar no templo. A história foca-se na relação entre estas duas personagens, na sua relação a evoluir ao longo dos episódios, e nas suas imensas diferenças entre eles e que inicialmente não se suportam.
Temos outras personagens, mas que as relações entre as mesmas não estão tão trabalhadas, são apenas de suporte para os protagonistas.
Pessoalmente, não sou muito fã das adaptações de shoujos porque não gosto tanto dos desenhos como gosto no manga. A animação é bastante simples - cenários pouco detalhados, o foco está mais nas personagens - tons pálidos e claros. Acho que combina com o tema do anime, que não é o tipo de anime violento apesar de ter demónios.
O anime tem bastantes momentos cómicos, as expressões das personagens destacam-se nestas cenas
A música não é nada de especial, passa bastante despercebida, temas calmos com vozes como Hanae e apenas uma ou duas personagens têm uma música de fundo ligeiramente mais pesada, ou com um toque mais 'rock'.
Nas vozes, vou apenas destacar quatro, Tachibana Shinosuke (Hidaka Sana de Myself;Yourself) a dar voz a Tomoe, Mimori Suzuko (Himiko de Btooom!) como Nanami, Ishida Akira (Akise Aru de Mirai Nikki) como Mikage - o homem que oferece 'casa' a Nanami, e Okamoto Nobuhiko (Okumura Rin de Ao no Exorcist) como Mizuki - um demónio cuja forma animal é uma cobra.
Para quem gosta de shoujo, para aqueles que gostaram de animes como InuxBoku SS, Inuyasha ou Fruits Basket, este anime é de temas similares e pode ser do vosso agrado.
Por último, deixo-vos aqui a abertura, interpretada por Hanae
Kami-sama Hajimemashita
Estado: Completo (12 episódios)
Géneros: Mistério, Thriller, Horror, Escolar, Seinen
Cartaz oficial do anime com os protagonistas Misaki Mei e Sakakibara Kouichi
E se toda a tua turma ignorasse a existência de alguém?
Kouichi Sakakibara muda-se para a terra natal da sua falecida mãe - o pai está fora, e Kouichi vai viver com a tia e avós.
Kouichi sofre de uma doença pulmonar que o leva a ser internado antes de ter oportunidade de ir para a escola. Durante a sua estadia no hospital, Kouichi é visitado por três representantes da sua turma.
Ao receber alta, Kouichi encontra-se no elevador com Misaki Mei - uma misteriosa rapariga que usa um tapa-olho - Misaki dirige-se para a morgue, no último piso do hospital.
Kouichi regressa às aulas e depara-se com o estranho facto de toda a gente agir como se Misaki não estivesse presente - a carteira dela é velha e diferente, ninguém fala com ela, ninguém a ouve, ninguém a vê.
Isto suscita a curiosidade de Kouchi que tenta descobrir mais - mas a turma 3-3 não é uma turma qualquer - há 26 anos atrás nessa mesma turma alguém admirável chamado Misaki morreu repentinamente.
Recusando aceitar a sua morte, toda a turma e professores decidiu agir como se esse alguém estivesse vivo até à graduação da turma. A turma decidiu tirar uma foto e eis que na foto surge Misaki, fazendo esta personagem ser "extra" na turma.
A partir daí uma série de acontecimentos envolvendo mortes ocorre na turma.
A turma 3-3
A história parece de início complexa, mas ao longo dos episódios os acontecimentos desenvolvem-se de forma lógica.
Um dos melhores pontos é não ter excesso de personagens para uma animação de 12 episódios.
Another leva o expectador a sentir imensa curiosidade, quase tanta quanto Kouichi, talvez isto acabe por ser um ponto negativo pois a animação não é assustadora, é interessante, tem suspense e mistério, mas simplesmente não assusta, apesar de a animação estar boa dentro do género.
Tem acontecimentos previsíveis, mas tem algumas surpresas que eu não esperava.
A animação representa bem o género: cenários com tons de castanho, roxo, vermelho e preto e uma atmosfera sombria e negativa (locus horrendus). Fora isso, os personagens sem os cenários pareceriam personagens de uma animação qualquer apenas com um uniforme talvez não tão colorido como alguns.
Uma das cenas mais conhecidas do anime é sem dúvida deste chapéu de chuva, gerando imensas obras de escárnio acerca desta mesma cena
A música, o som de Another, leva o expectador a pensar no que se seguirá na próxima cena. O expectador quase sente calafrios em determinadas cenas.
O tema de abertura é interpretado por ALI PROJECT - grupo este que combina bem com a atmosfera sombria da animação, dando um toque gótico e dá algo como um cheiro a 'morte' e 'mistério'.
Já o tema que encerra cada episódio é um pouco mais nostálgico com piano e uma voz mais 'calma'.
Na parte das vozes temos Takamori Natsumi como Misaki Mei (Kujou Joutarou de JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders), Abe Atsushi (Mashiro de Bakuman) como Sakakibara Kouichi e ainda é de destacar Harada Hitomi (mais conhecida como cantora) a dar voz à mãe de Misaki - Kirika.
Não são nomes extremamente conhecidos, mas as suas vozes sem dúvida complementam as personagens.
Preparem-se para ver algum sangue, pode até chocar os mais sensíveis
Another é um anime com uma história até original dentro do género - tem um tema que desperta o meu interesse. Porém o anime teve aspetos menos bons, as atitudes da turma pareciam forçadas e teve cenas meio que aborrecidas, há mais suspense que terror - tornando-o aborrecido para quem procura algo assustador.
O final foi rápido: tanto mexericanço e teoria na minha cabeça para no final me deparar que a resposta sempre esteve ali...foi simples mas não foi mau.
Não me alongando mais, recomendo a que não esperem algo assustador, vejam o anime caso gostem do género.
Por fim deixo-vos a OP - interpretada por ALI PROJECT, grupo conhecido nomeadamente pelas aberturas de Rozen Maiden
Another
Estado: Completo (12 episódios)
Géneros: Comédia, Drama, Romance, Sci-Fi, Shounen, Slice of Life
Cartaz oficial do anime, com os protagonistas
Quando um grupo de amigos decide fazer um filme durante as férias de Verão, eles aprendem um pouco sobre produzir filmes assim como conhecem-se melhor a si próprios e ao restante grupo. O que eles não imaginariam era que um simples filme para afastar o aborrecimento durante as férias, torna-se em algo bem mais complexo, íntimo e revelador, com as relações entre o grupo.
A história é bastante simples, um grupo de amigos que decide fazer um filme - soa a algo aborrecido - mas é aí que funciona, tem elementos como aliens, comédia, drama, romance (e eu não sou grande fã de romances que envolvam aliens).
A princípio pensei que isto se tornaria num harem, onde ninguém fica com ninguém e acaba tudo igual no final - mas, felizmente, não aconteceu. É uma animação curta, 12 episódios, mas que surpreendem pela maneira tão bem feita em que as relações entre as personagens resultam.
O final surpreendeu-me bastante, fiquei bastante feliz com ele. É daqueles finais onde o expectador imagina o que acontece a seguir, porém, dá pistas sobre o que aconteceu. A forma como a última cena foi apresentada, foi muito boa, até digo mais, nem todos os animes me conseguem surpreender com um final.
Mais uma vez, as personagens principais - que têm semelhanças a outras obras do autor
A animação é o de esperar, cenários coloridos, personagens com semelhanças a outras do autor, nada a apontar.
A música é simples, combina bastante com o tema do anime - piano nos fundos (o que é uma mais-valia para mim), e artistas como yanaginagi na ED e ray na OP.
As personagens foram bem desenvolvidas para um anime de 12 episódios, teria sido melhor se fosse de 24 - acredito que elas evoluiriam mais. Temos personagens típicas para slice of life, mas que representam bem o seu papel - as vozes dos seiyuus complementam bem as personagens.
Usando a imagem que tenho em cima, da esquerda para a direita, temos a Mio - uma rapariga tímida, o Tetsurou - o típico amigo brincalhão, a Kanna - a típica amiga de infância que fica com 'ciúmes', o Kaito - o típico protagonista com ar meio 'nerd', a Ichika - a rapariga meio tímida e doce com um corpo 'avantajado' e por fim Lemon - a rapariga misteriosa do grupo.
Apesar de não ser algo especialmente original, a animação surpreende e é recomendada a qualquer um que goste do género.
Deixo aqui a OP, interpretada por Ray
Ano Natsu de Matteru
Estado: Completo (12 episódios)
Géneros: Aventura, Fantasia, Shounen
Cartaz oficial do anime
E se acidentalmente trocasses de lugar com uma outra pessoa,
com o mesmo nome que tu?
A cada 30 anos uma nova princesa é escolhida pela família
Hime, para servir uma Hayagami. Hayagami é uma espécie de espada com poderes. O
tempo chegou mas nenhuma rapariga nasceu, deixando Arata – um rapaz – ser forçado
a ser uma rapariga até uma ser encontrada. Arata acaba por testemunhar a atual
princesa ser morta pelos 12 shinshous – guardas pessoais da princesa.
A vida de Arata é
então posta em perigo, sendo acusado por um dos shinshous que ele assassinara a
princesa, convencendo o povo.
Por outro lado, num outro mundo, Hinohara Arata é estudante
de 10º ano que sofre de bullying. Quando por acidente, Arata vai para uma
floresta com poderes mágicos, Hinohara e Arata trocam de mundos, porém, ninguém
nota que eles se tratam de pessoas diferentes.
Agora, Hinohara deve salvar a princesa Kokuri, que ianda
está parcialmente viva, podendo assim voltar ao seu mundo.
O protagonista - Hinohara Arata
O conceito de duas pessoas trocarem de mundos sem ninguém
notar, é interessante, porém há uma enorme falta de realismo, pelo tipo de
reações das personagens. Yuu Watase – autora da obra original – sofre deste
tipo de problemas na maioria das suas obras, a meu ver – as personagens não
agem de maneira natural, parecem forçadas e são reações que supostamente não
iriam ter. Contudo, a autora consegue criar universos fantásticos, sendo Arata Kangatari
a primeira obra shounen da autora a ser adaptada.
As personagens são bastante simples, o que poderia ser bom,
não fosse a inabilidade das personagens comunicarem – esta inabilidade
manifesta-se na forma das personagens terem reações exageradas face a coisas
triviais – o que também não é a única obra da autora que tem isto. O conflito
entre Hinohara e o antagonista acaba por soar muito forçado por ser uma coisa
que facilmente seria resolvida (até digo mais, para quem conhece Fushigi Yuugi,
o conflito é do mesmo género, com diferença que desta vez não envolve romance).
Hayagami - De poder imenso, são deuses sob a forma de uma espada. Cada espada tem um poder especial - designado Kamui.
A animação é genérica, não é excecionalmente boa, tem falhas
que se notavam, como por exemplo em algumas partes onde a coordenação das
falas/bocas estava mal feita.
As vozes estavam dentro do normal, seiyuus conhecidos, como Takagaki
Ayahi (Mikako de Sora no Otoshimono, Taichi de Chihayafuru) e Matsuoka
Yoshitsugo (Sora de No Game No Life, Kirito de Sword Art Online).
A música não era especialmente chamativa – esperava mais de
Otani Kou – tirando possívelmente a OP e ED’s onde fizeram uma boa escolha de
artistas (Sphere na OP e OLCODEX nas ED’s). A primeira ED tinha um toque ‘bad
ass’ enquanto o segundo tema já era algo mais nostálgico, o que mais ou menos
fazia uma transição na série – e combinava.
O final do anime fica em aberto, porque é impossível adaptar
um manga de 200 chapters em 12 episódios, o que deixa a possibilidade de que venha
aí uma segunda temporada. Para aqueles que gostam de fantasia, e aqueles que
gostam de Yuu Watase, experimentem ver, ele não é o melhor, mas é entretido.
Deixo-vos aqui a OP
Arata Kangatari
Estado: Completo (10 episódios)
Géneros: Comédia, Demónios,
Vampiros, Sobrenatural, Seinen
Cartaz oficial do
anime
O
que acontece quando se juntam seres sobrenaturais, uma humana e comédia?
Staz
é o vampiro que lidera uma parcela do mundo dos Demónios. Ele adora ler manga,
jogar videojogos e é fascinado pela cultura japonesa, assim como sangue humano.
Yanagi
Fuyumi, uma estudante japonesa, acidentalmente entra num portal para o mundo
dos Demónios. Fuyumi é então vista por servos de Staz, que a levam até ele.
Fascinado, Staz pretende conversar com ela, contudo, enquanto Staz resolve uns
problemas com um intruso no seu território, Fuyumi é morta por um monstro e
transforma-se num fantasma. Staz promete então trazer Fuyumi de volta à vida.
Fuyumi e Staz na capa
da revista Young Ace – revista voltada ao público Seinen
A
história não é muito apelativa, soa a comédia ecchi foleira, porém é um pouco
diferente. Não é incrível, tem ‘twists’ completamente previsíveis, assim como
também tem acontecimentos que provavelmente não viriam à mente do espetador.
Alguns dos ‘twists’ previsíveis vieram acompanhados de pequenas surpresas, o
que é uma mais-valia.
Seinen?
A história não é matura,de facto soa a comédia shounen genérica, mas o tipo de
piadas na animação está relacionada a temas mais ‘adultos’.
As
referências a outros animes e jogos tornam a animação ‘worth watching’ para
otakus.
A
animação é boa. Tem cenas ‘moe’ e ‘ecchi’ mas não de maneira enjoativa. Os
cenários, personagens e tudo em redor são muito coloridos. As lutas estão bem
animadas, movimentos bem articulados em geral. É um pouco raro ver animes
recentes cuja animação seja péssima. O estúdio é conhecido por trabalhos como
Durarara!! e Baccano.
Referência a Dragon
Ball
As
personagens apresentam um contraste. Enquanto Staz é por vezes imprevisível e
tem uma personalidade forte, Fuyumi é a típica dama-em-apuros que nada
contribui, ela é uma personagem meio aborrecida com cenas ecchi no meio. Temos
também outras personagens, Hydra Bell – uma rapriga demónio que usa a sua magia
para criar portais e gosta de provocar Staz para testar a sua força, Wolf – um lobisomem
‘rival’ de Staz que também é dono de um território, Braz – o irmão mais velho
que Staz não gosta e Liz – a irmã mais nova de Staz, que o detesta por este ter
quase toda a atenção de Braz.
A
música é facilmente esquecida, as melhores eram as músicas de fundo em momentos
mais ‘dark’ e a OP que fica no ouvido, interpretada pela artista May’n.
As
vozes encaixavam bem nas personagens, especialmente as de Staz e Fuyumi.
O
único se não do anime é ser muito curto, mais 2 ou 3 episódios fariam melhor,
além disso as restantes personagens que aparecem facilmente são esquecidas,
Blood Lad tem um elenco composto por bastantes personagens para 10 episódios, uma
2ª temporada deve estar por vir.
Deixo-vos aqui a OP –
muito colorida
Blood Lad
Género: Comédia, Romance, Shounen
Estado: Completo (20 episódios)
Não é fácil lidarmos com alguém quando a nossa primeira
impressão dessa pessoa, digamos...não é muito boa.
Isso sucedeu a Raku Ichijou, um estudante de 10º ano. Raku é
o único sucessor da sua família, que não é nada mais, nada menos que a Yakuza.
Há dez anos atrás, Raku fez uma promessa com uma rapariga que conheceu; uma
promessa de casamento. Desde então que Raku procura a tal rapariga, que lhe deu
um pendente, que é aberto com uma chave que ela possui.
- Cartaz oficial do anime, com as personagens (da esquerda para a direita) Kosaki, Raku e Chitoge
Quando o anime foi anunciado, muitos fãs do manga ficaram na
dúvida de como seria a adaptação para anime pelo estúdio SHAFT; o estúdio é
conhecido pelas suas adaptações únicas, por vezes demasiado únicas para os fãs
do manga, e, neste anime, funcionou bem.
Os visuais feitos pela SHAFT são capazes de transmitir um
efeito cómico, elegante e charmoso, as personagens estão bem conseguidas, as
expressões e os movimentos estão bem articulados e os cenários são bem
coloridos. Não tem nenhuma animação de deixar o espectador de boca aberta, mas
consegue reproduzir o desenho da obra original, sem alterar, o que por vezes
não se verifica em outras animações.
A história não é o ponto mais forte do anime; um pouco típico, com
cenas bastante clichés, desde a promessa de Raku, o encontro inesperado com
Chitoge até ao típico episódio na praia; mas, de alguma forma, o autor consegue
fazer uma sátira, bem conseguida, ao género harem, comum nos animes atuais.
As vozes das personagens são perfeitas; elas complementam a
caracterização das personagens e sem dúvida foi bem conseguida. Ainda me lembro
de ver o vomic (para quem não sabe, vomic, é a junção de comic com voices, ou seja,
manga com vozes) e pensar no quanto eu queria ver um anime de Nisekoi.
A trilha sonora não foi nada de relevante; temas simples e
que apenas um ou dois poderiam efetivamente ficar no ouvido, porém, a escolha
da artista ClariS para as openings foi acertada, a voz da artista combina com o
anime. As músicas das personagens também estavam engraçadas.
- O enredo gira em torno de Raku e
as quatro personagens apresentadas acima
As personagens são um pouco estereotipadas, não são nada que nunca
tenha sido visto antes: a personagem tsundere, a rapariga boazinha (ou Yamato
Nadeshiko) e por aí adiante. Mas por
serem tão típicas, encaixam no conteúdo do anime, neste género não seria de
esperar personagens que não fossem ‘recicladas’.
-Como não era para faltar, deixo
aqui uma imagem daquilo a que a SHAFT nos habituou - pescoços flexíveis –
O maior problema do anime foi sem dúvida o facto de ser
genérico, de não ser muito original, mas face a isso, estive sempre com um
sorriso na cara e agradeço as gargalhadas que a animação me arrancou.
O final do anime foi previsível, deixando o espectador com a
impressão de uma possível 2ª temporada, visto o manga seguir adiante. Recomendado
para quem gosta de comédia, harem e romance. Uma adaptação bem fiel ao manga e,
por fim, esperemos que a SHAFT faça uma segunda temporada num futuro próximo.
- Deixo aqui uma comparação entre o
anime e o manga, possivelmente irei fazer uma análise ao manga (incluindo
capítulos mais recentes)
Deixo aqui também a segunda opening para quem quiser ouvir~
Nisekoi
Zankyou no Terror
Género:
Psicológico , Thriller
Num dia de verão, um bombardeio terrorista subitamente atinge Tóquio. Descobre-se que os culpados por trás desse ato que acordou a nação do seu sono complacente são apenas dois garotos. Agora, os culpados, conhecidos como “Sphinx” (Esfínge) começam um grandioso jogo que engloba todo o território japonês.
Análise:
Bem este anime já vai no sétimo episódio para quem gosta de ver explosões , destruição e jogos de lógica recomendo a que vejam! Os protagonistas são bastante carismáticos o "Nine" e "Twelve" ao que parece fugiram de um lugar bastante perigoso mas ainda vimos pouco disso , depois temos a Lisa uma rapariga normal que sofria bullying na escola e que fugiu de casa que se tenta juntar a eles depois da explosão no centro comercial.
Em termos gerais a história é boa , a trilha sonora é sensacional acho têm capacidade para ser um dos melhores animes desta temporada de Verão. Concluído se ainda não viram , vão já ver! Se estás acompanhar deixa aí a tua opinião nos comentários !
Zankyou no Terror
Género:
Fantasia Obscura / Terror
Resumo:
Tokyo está tomada por misteriosas criaturas que devoram humanos. Apavoradas, as pessoas não sabem como identificar esses seres terríveis, pois eles se passam com perfeição por humanos comuns. Neste ambiente temos Kaneki, um jovem universitário comum, e ele é fascinado por Rize, uma jovem que ama ler os mesmos livros de terror que ele e frequenta um café nas redondezas. Mas esse pequeno mundo onde Kaneki vive está preste a mudar.
Opinião:
Até agora têm sido bastante surpreendente este anime sempre com acontecimento imprevisíveis, gosto do facto que para sobreviver precisem de comer ser humano mas não entendo o por que de conseguir tomar café mas outras coisas não mas pronto.
Embora ainda esteja no inicio vale a pena ver para gosta do género , tirando que possam apanhar alguma censura mas nada de mais.(spoiler: censura sangue etc mas o cu não censuram !)
Em breve irei disponibilizar os links para download ou ate mesmo para verem online
